Que futuro você ainda espera?


Nós brasileiros sempre escutávamos que o Brasil seria o país do futuro, o que não é verdade. Essa esperança é inerente para todos, não somente para os brasileiros, mas principalmente para qualquer povo que passa por situação de abandono. Por outro lado, você não precisa estar oprimido para desejar dias melhores, afinal é da condição humana essa vontade. Tem quem se contenta com pouco, ou com quase nada, seja algo material ou mesmo imaterial. Essas pessoas possuem a minha admiração, pois evidentemente não foram corrompidas pela cobiça. O que me incomoda é a falta de ideal social ou vontade coletiva.

Zygmunt Bauman é um filósofo polonês admirável e creio que a maioria que frequenta esse blogue, se não o conhece, já ouviu falar. Na verdade, acho que dificilmente encontramos alguém que não tenha ouvido o seu nome principalmente nos últimos tempos. Ele afirma que a nossa era vive o fim do futuro.

Dentro do comunismo, suas ideias sempre foram consideradas subversivas e ele foi punido por isso, sendo expulso da universidade em que dava aulas em Varsóvia. Faleceu aos 91 anos, no mês de Janeiro de 2017, em Londres, onde vivia e pode se comunicar com mais liberdade em palestras com os alunos da universidade que lecionava. Uma pessoa ativa e que publicou mais de 30 livros. Recomendo a leitura, pelo menos o título "Vigilância Líquida".

Não vou falar sobre o livro para não estender o post, mas adiantando que a "liquidez" humana acaba quando a história da humanidade para de ser escrita, quando as manifestações humanas coletivas são vistas, aceitas mas não apoiadas pelos líderes das nações; quando a vontade de realizar não chega perto de uma reta final (futuro) já que o presente já não guia mais as ações sociais.

Veja como ele é atual. Estamos vivendo isso e não somente no Brasil. Existe uma atmosfera envolvendo o universo, uma força motriz que nos puxa para trás, justamente porque precisamos, com vontade e determinação, irmos em frente.

A decadência das instituições é o maior sintoma da perda do poder do cidadão, pois elas são os meios que ele usa para decidir como e que coisas deverão ser feitas. Não dependeremos mais do poder político?

Faz tempo que penso que não precisamos mais de nada que seja fruto do Estado e que podemos nos rebelar, numa forma mais simplista para sobrevivermos, onde bastaria comprarmos "direto da fonte" ou assumir que o Estado faz a única diferença em nossa vida quando cobra-nos impostos.

Você vai me dizer "Isso é impossível" pois jamais Robert lavará seus cabelos com chá de alecrim!

Mesmo que a maioria odeie Jean Paul Sartre, foi ele quem recomendou há um bom tempo, a necessidade de cada um criar um projeto de vida. O dito popular diz "A necessidade faz o homem". Pressupõe-se que devemos prosseguir, ano após ano, passo a passo, de forma consistente até alcançar nosso ideal.

Numa sociedade imediatista, ser persistente, de antemão gera um pensamento negativo, como se as pessoas estivessem cansadas para lutar. O projeto de vida, de uma vida inteira é algo difícil de acreditar e, por isso a necessidade de sabermos o que vai acontecer no ano que vem... Não temos bola de cristal, no entanto... 

Quem fica o dia todo trocando ideias em redes sociais, percebe que os dias passam rápido e tudo permanece igual. A cada dia uma nova notícia, um novo acontecimento... que apenas é mais um motivo para falação. A palavra tão valorizada no passado, hoje é apenas barulho. Um diz-que-me-disse e, que não disse, que não leva a lugar algum!

- Qual o principal acontecimento "hoje"? - Qual a necessidade de estar por dentro de todas as questões? Tenho a impressão que estão roubando o nosso tempo. 

Porém, é à partir do momento em que o indivíduo pertence a uma comunidade ou uma nação, que ele passa a redefinir a sua personalidade e seu propósito de vida, a valorizar a vida e, às vezes, presencia a felicidade. Quando descobrimos a nossa identidade, descobrimos também a nossa importância no mundo. Identidade não é herdada, você a cria a partir do zero, mas você tem que passar a sua vida redefinindo essa identidade, quando escolhe seu estilo de vida, entre o que é bom ou ruim para você, o que é verdadeiro ou apenas tentador ou que influencia uma consequente troca de identidade.

Tantos pensamentos e condutas entram e saem de moda... Não entre nessa! Ir contra a sua natureza é perturbador e oneroso para o seu crescimento pessoal. Quem muito viveu sabe o quanto o modo de pensar social muda a todo instante - Também é engraçado constatar que para o jovem, o ato de "inovar" lhe pertence e que essa sua invenção é um modo de "pensar" diferente - Essa forma de conduta é o mesmo que dizer que antes nunca existiu outras juventudes e que todas as revoluções foram realizadas por pessoas que nasceram velhas.

Alguns pensamentos são inerentes a cada fase da vida, como se todos nós fôssemos iguais, passássemos pelas mesmas angústias e consequentemente pelas mesmas necessidades... Por isso é importante a criação de sua própria identidade. Afinal, a juventude passa e seus desejos, necessidades e sonhos não devem passar com ela.

Foi grande o caminho percorrido para o totalitarismo chegar até a democracia e em muitas outras formas pregar a igualdade e liberdade. O receio é que não podemos dizer qual dessas mudanças serão realmente duradouras ou que influenciará a vida das próximas gerações. Não dá para imaginar que uma nova forma de viver durará um século ou apenas uma década, ou se teremos um período de transição para uma nova ordem social.

Quando você está em um processo de transição é difícil imaginar uma solução estável de convivência humana, mas duas coisas são irreversíveis, uma é que multiplicamos a humanidade no planeta, as conexões, as relações, as comunicações e mesmo assim estamos cada vez mais dependentes um dos outros e, nesse sentido, o mundo se tornou apenas um país. O que acontece do outro lado do mundo repercute no lado de cá e vice-versa. A outra coisa é que em trezentos anos de história moderna, nossos antepassados decidiram assumir a natureza sob a gestão humana e nos dizer que chegamos ao extremo da suportabilidade dos limites do planeta.

Ainda pensando em ser o mundo um único país sem fronteiras - um sonho - a democracia corre perigo pois é iminente o divórcio entre o poder e a política porque não temos uma instituição política global.  O Estado não tem poder suficiente para manter todas as promessas que fez sessenta anos atrás, quando era vivida a "era de ouro" da democracia. Depois das Grandes Guerras, viveu-se trinta anos de proliferação e florescimento dessa democracia ideal e de lá para cá com o enfraquecimento do Estado que cada vez menos satisfaz o cidadão é evidente a decadência da democracia.

Com algumas exceções, o Estado vem terceirizando as funções que deveria desempenhar. Quem sabe o caminho seria a criação de uma democracia global numa equivalência do que foi criado pelos nossos antepassados quando inventaram a democracia representativa de âmbito nacional com parlamentos modernos, jurisdição e direito consuetudinário. Enfim, tudo o que hoje diz respeito a democracia moderna.

Sabendo disso, se fossem inventados equivalentes globais para a democracia da Estado-Nação, as instituições não seriam como as conhecemos.

Os problemas que todos nós sofremos na sociedade atual começaram numa quarta-feira à noite, num outono da década de 80 quando uma certa Vivienne Vyle, uma mulher comum que na presença de 6 milhões de telespectadores declarou nunca ter tido um orgasmo durante o seu casamento porque seu marido sofria de ejaculação precoce. Essa afirmativa não é minha e sim de Ehrenberg, sociólogo francês. O que você tem com isso? Esse é o problema da sociedade atual. Precisamos saber de tantas coisas que não nos diz respeito? A resposta está dentro de você. Qual a sua necessidade em saber?

Há 88 anos, Sigmund Freud publicou "O mal-estar na civilização" em que ele diz que na civilização existe sempre uma troca, ou seja, você dá algo de um valor para receber algo de outro valor. Ele escreveu isso em 1929 e naquela época ele disse que o problema deles, da velha geração, foi que eles entregaram a liberdade em prol da segurança. O desejo sempre foi por uma felicidade segura.

Destino e caráter. Dentro do destino que muitas vezes não pudemos escolher, o caráter vem para celebrar as escolhas. E independente de ser rico ou pobre, inteligente ou apenas habilidoso, ignorante ou incapaz, o caráter é que dita o caminho a seguir.

Pensar o mundo é expandir a vida além do nosso próprio corpo. Zygmunt Bauman cumpre o que prometeu e nos faz pensar deveras...

Para complementar, leia "As 12 melhores citações de A Cultura no Mundo Líquido Moderno", de Zygmunt Bauman e assista ao vídeo "O fardo da liberdade" por Bernard-Henri Lévy.

Eu vou ali, saber das últimas... Será que mudará o futuro?

33 comentários :

  1. Lindo, tão profundo esse texto e as coisas andam bastante estranhas... parece que sabendo o que está acontecendo, estando ligados ,conectados, algo fazemos e isso não é nada verdadeiro...Há que agir e não apenas saber... E essa imagem é muito significativa...A evolução humana e o final viramos códigos de barras... AFF! bjs, lindo dia! chica

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  2. ¡Un texto plagado de verdades, mas en todos países de mundo se cuecen habas! Vivimos en medio de poderosos corruptos que llevan la humanidad al exterminio miserable y sin remedio a corto plazo.
    Un placer leerte.

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  3. Acho que apesar de estarmos tão conectados, nunca o ser humano esteve tão vazio e despreparado para a vida. Acho que todos querem ser notados e todos querem estar no topo, mas estão esquecendo do coletivo, dos limites, da sociedade. Eu vejo que a tecnologia robotiza o homem e muitos que dizem não ter tempo, passam o dia conectados a tudo, mas... o que estão realmente fazendo pelo ser humano? A aparência, a fama e o dinheiro ainda falam mais alto, quer seja no governo, quer seja no povo. Os que tentam fugir à regra são "loucos" ou "atrasados".

    Abraços esmagadores.

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  4. Oi Luma.
    Seu texto é pertinente e totalmente perfeito a este triste momento que vivemos. As coisas andam muito estranhas mesmo. Parece que estamos todos envolvidos por um torpor tamanho que nos impede de lutarmos por aquilo que queremos e pelo que acreditamos. Em minha opinião a humanidade está doente! Precisamos de fé e de muita força para seguirmos em frente e para curarmos este mal que nos assola.
    Bjus
    www.docesletras.com.br

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  5. Penso que apesar de o mundo se ter tornado uma aldeia e todos estarmos ligados, nunca o homem esteve tão isolado, tão sozinho.
    Vive agarrado às novas tecnologias, conhece o mundo por elas, sabe tudo o que se passa em qualquer ponto do planeta, praticamente no mesmo minuto que está acontecendo, mas não conhece o vizinho do lado, não sabe que o vizinho de cima perdeu o emprego e estão a passar fome, nem que a vizinha de baixo acabou de ser vitima de violência doméstica.
    Um abraço

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  6. Vim conferir e gostei, pois seu texto me fez refletir um pouco mais a respeito do todo...

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  7. Penso à vezes que sou um peixe fora d'agua. Esta realidade é tão complexa, tão enlouquecedora que as pessoa estão apáticas, apesar de gritando aos sete cantos que não se pode continuar com tudo se encontra. Estamos conectados e isolados. Não sei predizer oara onde estamos caminhando...Boa reflexão. Leio muito Sigmundo...

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  8. Foi uma reflexão bem profunda!
    Pois a necessidade faz o Homem.
    Bjs

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  9. Olá, querida Luma!
    A imagem reflete muito bem os tempos de hoje.
    Seu texto é perfeito, mas infelizmente o homem anda
    a cada dia mais egoísta.
    Para muitos a única maneira é tirar a própria vida como
    o meu cunhado fez no domingo passado, ele achava que a morte era a solução para os problemas, acabou tirando sua vida.

    Obrigada, pelo comentário no meu blog, você é uma querida!

    Beijinhos, ótimo final de semana junto a sua família ♥

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  10. Luma meu anjo fiquei muito feliz de te ver em meu blog, menina não venho mais como antes no meu blog, mas quando venho festejo a cada amigo que por lá passou, linda o teu texto é profundo e nos faz pensar e muito, sabe só falar não adianta é necessário agir e rápido, e concordo com você caráter é caráter e isto não muda ou se tem ou não, bjos Luconi

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  11. Texto muito interessante, Luma. E confesso que do jeito que as coisas estão, o criticado pensamento imediatista costuma vir com mais frequência. Estamos vivendo um período assustador e tenebroso. A postagem não poderia ser mais apropriada. Bjs

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  12. Que o calor de um carinho,
    o afeto de um abraço e o sorriso de uma
    grande amizade sejam presença constante em sua vida.
    Estou aqui para desejar um Domingo abençoado.
    Fique na paz >< Fique com Deus!
    Beijos e carinhos meu.
    Evanir..

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  13. Luma, sobre seu comentário, eu sei sim. Mas não tenho ideia de como tirar aquilo do blog. Surgiu do nada... Se vc souber... Até te dou meu email pra vc me escrever: spos@globo.com
    Bjs e obrigado!

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  14. Um texto pra gente ler e refletir. Que Deus continue lhe abençoando

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  15. gostei muito do seu post Luma, tem ideias muito profundas que nos preocupam a todas, estou pensando no desgaste das instituições que levaram tanto tempo a chegar a uma situação democrática no nível que se considera aceitável ?
    e se fazemos do mundo um único pais, como podemos aceitar que existam tantas desigualdades, sofrimento, e guerras ?!
    beijinho amiga,
    bom domingo
    Angela

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  16. Oi, Luma,

    Acho que a única resposta correta à pergunta título do post é: um futuro muito bom!
    Sei muito bem que nada no momento parece indicar isso, pelo contrário, mas a gente não pode perder a esperança, pois sabemos (bem lá no fundo de nossos corações) que nascemos para sermos felizes, independentemente do que nos mostram as circunstâncias.
    Uma coisa interessante no mundo é que ele é muito injusto, mas não pode subsistir só com injustiça e mentiras. Acabei de ver um filme (Cães de Guerra) que mostra que mesmo entre criminosos tem que haver verdade e transparência, ou a sobrevivência deles fica comprometida. Dá-se o mesmo com o mundo, então, se vivemos um tempo em que a virtude é - digamos - suspensa, ela terá que voltar a ser ativada ou o fluxo natural da vida fica comprometido.

    Beijo

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  17. Oi Luma, essa nova realidade sobre saber a respeito de todos os acontecimentos traz um vazio e uma pseudo conexão... As pessoas querem saber apenas para comentar e não para mudar as coisas.
    Adorei quando disse sobre "roubarem" nosso tempo! Mas, afinal, quem decide sobre isso? Como bem escreveu, a resposta está dentro de cada um.
    Parabéns pela postagem, de qualidade e nos faz pensar...
    Beijos, tenha uma excelente semana.

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  18. O mundo anda cheio de vazios. Sou uma pessoa bastante observadora, em todos os lugares fico observando as pessoas, seus comportamentos e, infelizmente, observo que temos um monte de zumbis pelas ruas, talvez, dai o sucesso que os seriados e filmes que abordam esse tema façam tanto sucesso, pois é a identificação. The Walk Dead poderia ser gravado em qualquer rua de qualquer cidade brasileira, dispensando os atores e utilizando as pessoas reais, pois a grande maioria das pessoas não passam de zumbis que andam por ai reproduzindo coisas que não fazem sentido, comentando assuntos fúteis que ouviram no programa x ou y, mas que nada, absolutamente nada acrescentam ao crescimento e a evolução de cada um de nós. Gostaria de um mundo mais tolerante, menos agressivo, mais complacente com as diferenças e necessidades de cada um, onde não houvesse menosprezo pelas experiências de vida de cada indivíduo. Um beijo Luma é sempre um prazer passear por aqui e deparar com textos tao importantes e reflexivos.

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  19. Oi Luma! O poder atrai o Homem e nada como a política para realizar seus desejos pessoais. Acho impossível uma nova ordem democrática mundial. Podemos escolher bem um candidato, mas ninguém governa sozinho e o resultado disso conhecemos ou fingimos que não conhecemos, os pauzinhos estão sempre sendo mexidos para favorecer os poderosos em detrimento da coletividade,isso não muda. E nós, a tendência é nos fecharmos cada vez mais.
    Beijos

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  20. Acredito que o sentimento de transição seja inerente à todas gerações, tal qual é o ciclo geracional de infancia / juventude / adolescencia / vida adulta / velhice, nos quais achamos que somos melhores que os que nos antecedem e, quando estamos mudando de faixa na vida adulta, passamos a nos achar melhores do que os que nos precedem, pq estes se acham melhores que nós e "no meu tempo não era assim, havia mais (insira o valor social)".

    Isto posto, as necessidades sociais ao mesmo tempo que precisam ser preenchidas, funcionam como um mecanismo de fuga. É muito mais comodo entorpecer-se pelas noticias ao redor do mundo e sentir-se próximo destes fatos do que ter a coragem de olhar nos olhos de quem divide uma casa, seu vizinho, os colaboradores no seu entorno... e isso nos coloca numa vida que não o futuro, mas o "futuro do préterito".

    Confesso que não fico esperando pelo meu futuro... crio ciclos de 5 anos e vou lá, fazer. Bejojo!

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  21. Oi Luma, tão gostoso ler seus textos, sempre ricos em informações e ideias. No momento, estou meio confusa, tenho refletido bastante, mas parece que não vejo uma solução sobre o futuro. Tudo está muito conectado e desconectado ao mesmo tempo. A qualquer momento deleta-se tudo o que foi construído e lá estamos nós caminhando e ao mesmo tempo nos sentindo defasados. É uma insatisfação geral ! Tudo é muito volátil, e eu estou achando que não conseguimos acompanhar tudo .
    De vez em quando desligo tudo e aí sim me sinto normal. Com tempo suficiente para mim e aos meus.

    bjs

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  22. Luma
    Sempre uma imagem vale por mil palavras. Pelo menos postada com uma estética, como a que sabes imprimir.
    O INÉDITO SEMPRE SERÁ NOTICIA
    Milhares de escritores, em Portugal, editam livros, mas de poesia histórica, só fica a haver o livro: SENHORA DO MAR, de Daniel Costa, jornaleiro (de jorna), jornalista, escritor…
    Preço capa: Portugal. 11.00 €uros
    Brasil: 44 Reais
    Pedidos: box do facebook, dan.costa@zonmail.pt, ou 135 932795115.
    Peça, aguarde receber o livro, abra e logo a seguir à capa encontrará nota de como pagar.
    O livro SENHORA DO MAR, será distribuído no Brasil, por Editora Chiado de São Paulo.

    Beijos

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  23. Oi Luma você sempre trás belas informações e pontos de reflexões profundo. Um olhar frio para a situação em que vivemos e o nosso país numa especie de deriva. Ótimas indicações bibliográficas.Interessante traze a física aqui para este processo, que busca nos atrasar, quando buscamos avançar, uma reação terrível mesmo. Feliz inserção do pensamento de Sartre pois sempre será atual. Não creio mesmo que seremos um país de futuro, mas que temos de fazer algo para sair desta situação.Como diria Loyola Brandão, "nao verás país nenhum". Será que encontraremos nossa Passagarda?
    Grato por tão bela postagem e partilha Luma.
    Bom sempre passar por aqui e sacudir nossos miolos e mente.
    Valeu Luma!
    Bjs

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  24. Luma,
    Confesso que dá um certo medo do futuro em meio a tantas tragédias, mas temos que ser fortes e lutar para que a realidade seja positiva em meio ao caos.
    big beijos

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  25. As coisas vão mudando, mas talvez não estejam a mudar na melhor direcção. Mas, por outro lado, nem sequer sabemos de onde vimos nem para onde vamos... Refleti sobre o assunto (ou parte dele) no meu último poema, mas ainda não tinha lido o seu magnífico texto.
    A minha avó resolvia esta problemática com uma frase lapidar e definitiva: O futuro a Deus pertence...
    Bom fim de semana, amiga Luma.
    Beijo.

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  26. Oi, Luma, o seu timing é impecável. No cruzamento. Existe um caminho a seguir? É um momento perfeito para estudar o passado: escritores, artistas, história, religião, arquitetura, ecologia. E ponderar o futuro. Enquanto vivia no momento presente. Há muito para pensar. Beijos!

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  27. Dentro do universo da palavra NADA, eu espero TUDO no futuro
    .
    Cumprimentos e um abraço

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  28. Multo pra se refletir. Tema interessante e polémico. A humanidade caminha sim para o fim bjs

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  29. Sempre uma delícia vir até seu espaço, que continua a ser um dos mais interessantes da blogosfera!

    Abraço de matar saudades Feliz Dezembro

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  30. Luminha, como sempre muito interessante!
    Sim, o excesso de informação inútil (mexericos, fait-divers sobre isto e aquilo) rouba o nosso tempo e o nosso foco. Enquanto as massas se ocupam a pensar e comentar os problemas alheios, não tratam nem avançam na sua própria vida!
    Beijinhos

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  31. Querida Luma
    Mais uma bela postagem para muita reflexão!
    Acredito que o Mundo vai mudar.Tudo é cíclico, e, felizmente há muita gente a trabalhar no sentido de melhorar a sua conduta e a dos seus semelhantes.
    Existe o livre arbítrio e muita maldade, é certo, mas a ponderação e o esforço de muitos há.de ser capaz de criar um equilíbrio, assim o espero.
    Parabéns mais uma vez pelos temas que escolhe.
    Um beijinho
    Beatriz

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  32. Olá, Luma!

    Passei, mesmo agora, pelo blog do Victor Nanny, e li as suas afirmações, respeitantes ao meu blog (encerramento de comentários), que passo a esclarecer, pois não gosto de cenários cinzentos, que surpreendam e muito menos duvidosos.

    Meu mais recente post, de nome, "Arder de Prazer", de 17/11 do presente ano, tem os comentários abertos, embora sob aprovação, mas em todos os outros, os comentários estão encerrados, porque estão um mês ou mais em "cartaz", dando bastante tempo para quem desejar possa deixar seu parecer e também para que não haja dispersão dos comentários. Não entendo, que alguém, que já tenha comentado um post de 2016, por exemplo, o volte a comentar, alguns tempo depois, se repetindo, pura e simplesmente. Creio saber qual a finalidade dessa atitude, mas, como não tenho certezas absolutas, nada posso afirmar.

    Em relação à sua surpresa, a achei, talvez, normal, natural, só que não viu meu mais recente post e isso faz toda a diferença.

    Se um adjetivo passa do grau Normal ou Positivo a Superlativo Absoluto Sintético, por vezes, é um elogio, outras, bem o contrário.

    Espero ter sido clara, percetível e transparente, porque meu caráter o é.

    Abraço cordial.

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    Respostas
    1. Seu link estava num post de um amigo. No link do seu blogue estava um texto desse amigo. Achei justo dizer à ele os motivos pelos quais não lhe deixei um carinho. Mas enfim, as minhas intenções foram as melhores.

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